Projeto sobre iniquidades no SUS busca construção coletiva de soluções
A experiência com oficinas para formação de profissionais de Saúde do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, foi apresentada a equipe de pesquisa da UFSCar no último mês de março, em seminário do projeto “Tecnologias sociais e de saúde para o enfrentamento das iniquidades de gênero, raça e classe no campo da formação e assistência em saúde no SUS”, coordenado por Adriana Barbieri Feliciano, docente no Departamento de Enfermagem (DEnf) da UFSCar. Regiane Teixeira Silveira, do Sírio Libanês, compartilhou na ocasião o trabalho desenvolvido pela equipe do Hospital em várias cidades do Brasil, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
O objetivo da iniciativa da UFSCar é a criação de novas estratégias de capacitação para que profissionais da Atenção Primária à Saúde lidem com desigualdades e vulnerabilidades. A ideia é que a experiência do Sírio seja referência para essa atuação do projeto, que ofertará oficinas às equipes de Saúde dos municípios de Araraquara, Matão e Ribeirão Bonito, participantes da pesquisa apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Em etapa anterior, foram identificados desafios relacionados às iniquidades, em grupos focais com as equipes da Atenção Primária, e as oficinas devem contribuir para a construção de tecnologias inovadoras visando sua superação. “O objetivo é tornar os trabalhadores e gestores protagonistas na escolha do caminho da intervenção, a partir da realidade que gostariam de transformar, visando a qualificação da atenção em Saúde e buscando contemplar a equidade no cotidiano do seu trabalho”, explica Feliciano.
As atividades do projeto - contemplado na Chamada nº 21/2023 - Estudos Transdisciplinares em Saúde Coletiva, parceria do CNPq com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde (MS) - seguem até fevereiro de 2027. Saiba mais em matérias publicadas anteriormente no site do ICC:
